A Portaria GM/MS nº 2.048/2002 classifica as ambulâncias em seis tipos: A, B, C, D, E e F. Os tipos A a D são terrestres: A (transporte simples), B (suporte básico), C (resgate) e D (suporte avançado, a UTI móvel). Os tipos E (aeromédico) e F (embarcação) cobrem o transporte aéreo e aquaviário. No SAMU 192, a frota terrestre se concentra nos tipos B (USB) e D (USA).
O que é a Portaria GM/MS 2.048 e por que ela importa
A Portaria GM/MS nº 2.048, de 5 de novembro de 2002, aprovou o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. É ela que define o que é cada tipo de ambulância, a tripulação mínima e os equipamentos obrigatórios para o atendimento pré-hospitalar no Brasil.
Em 2017, o conteúdo foi incorporado às Portarias de Consolidação do Ministério da Saúde, mas o regulamento técnico segue como a referência para especificar, transformar e fiscalizar veículos de urgência, inclusive nos editais de licitação que os órgãos públicos usam para comprar suas frotas.
Os seis tipos de ambulância (A a F)
Pela Portaria 2.048, as ambulâncias são classificadas conforme a complexidade do atendimento que conseguem prestar:
- Tipo A · Ambulância de Transporte: transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo.
- Tipo B · Ambulância de Suporte Básico: transporte inter-hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, sem médico a bordo.
- Tipo C · Ambulância de Resgate: atendimento de urgências pré-hospitalares de vítimas de acidentes ou em locais de difícil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas).
- Tipo D · Ambulância de Suporte Avançado (UTI móvel): atendimento e transporte de pacientes de alto risco que necessitam de cuidados médicos intensivos.
- Tipo E · Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa para transporte inter-hospitalar e ações de resgate (aeromédico).
- Tipo F · Embarcação de Transporte Médico: veículo aquaviário para transporte por via marítima ou fluvial.
SAMU 192: USB e USA na prática
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) integra a Rede de Atenção às Urgências do SUS. Sua frota terrestre é dividida em duas categorias, que correspondem aos tipos B e D da Portaria:
- USB · Unidade de Suporte Básico (≈ Tipo B): atende casos de menor complexidade. Tripulação mínima de condutor socorrista e técnico (ou auxiliar) de enfermagem. Equipada com itens de curativo, imobilização, acesso venoso e Desfibrilador Externo Automático (DEA).
- USA · Unidade de Suporte Avançado (≈ Tipo D): a UTI móvel, acionada em casos graves. Tripulação de condutor socorrista, enfermeiro e médico. Conta com equipamentos próximos aos de uma UTI: monitor/desfibrilador, ventilador mecânico, bombas de infusão e medicações.
Além das ambulâncias, o SAMU opera motolâncias, embarcações (as “ambulanchas”) e aeromédicos, mas é nos tipos B e D que está o grosso da frota sobre rodas.
Tabela comparativa dos tipos de ambulância
| Tipo | Finalidade | Tripulação típica | No SAMU 192 |
|---|---|---|---|
| A | Transporte eletivo, sem risco de vida | Condutor + auxiliar | Não aplicável |
| B | Suporte básico de vida | Condutor socorrista + técnico de enfermagem | USB |
| C | Resgate e salvamento | Equipe de resgate | Viaturas de resgate |
| D | Suporte avançado (UTI móvel) | Condutor + enfermeiro + médico | USA |
| E | Transporte aeromédico | Tripulação + médico e enfermeiro | Aeromédico |
| F | Transporte aquaviário | Condutor + equipe conforme o caso | Ambulancha |
Da norma ao veículo: o que muda na transformação
Cada tipo exige uma configuração estrutural e de equipamentos diferente, e é aí que entra a transformação veicular. Converter um furgão em ambulância tipo B ou tipo D envolve isolamento e revestimento do compartimento, instalação elétrica dedicada, sinalização acústica e visual, grafismo padronizado, fixação de maca, suportes de equipamentos, sistema de oxigênio e itens de segurança, tudo em conformidade com a regulamentação e com a norma ABNT NBR 14561, que trata dos veículos para serviços de saúde.
Para o comprador público, dois pontos definem o sucesso do edital: o projeto técnico e a documentação que comprovam a conformidade, e a qualidade de fabricação das peças, que sustenta prazo, padrão e durabilidade. Na R&R, a transformação de ambulâncias é feita com cerca de 90% das peças de fabricação própria, o que garante aderência ao edital e controle de ponta a ponta.
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Qual a diferença entre USB e USA? +
O que é uma ambulância tipo D? +
Qual tipo de ambulância o SAMU 192 usa? +
Qual norma regula as ambulâncias no Brasil? +
Fontes: Ministério da Saúde: Portaria GM/MS nº 2.048, de 5/11/2002 (Regulamento Técnico dos Sistemas de Urgência e Emergência); Ministério da Saúde / Biblioteca Virtual em Saúde: SAMU 192. Conteúdo informativo; especificações de cada projeto são confirmadas tecnicamente no atendimento.
